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Florescer com Paula Arruda

As sete perguntas

Um roteiro para colher a voz das mulheres que já atravessaram com você. Não é pesquisa de satisfação: é a matéria-prima do que a gente vai contar lá fora.

A regra que decide se presta

Vale a pena guardar esta parte antes de mandar a primeira pergunta.

Depoimento genérico não prova nada. "A Paula é maravilhosa, mudou a minha vida" é bonito de ler e não convence ninguém, porque toda pessoa desse mercado tem cem iguais.

O depoimento que vale é o que repete a sua promessa com as palavras dela.

E a sua promessa é que consciência não tira ninguém do buraco, direção tira. Então o ouro é a mulher que diz alguma versão de: "eu já sabia de tudo isso, o que mudou é que dessa vez eu fiz, e sustentei".

Por isso a pergunta 5 é a mais importante das sete: o depoimento mais valioso de todos é o de quem terminou alguma coisa pela primeira vez.

De quem colher, nesta ordem

Começando por quem está vivendo agora, porque memória fresca vale mais que memória contada.

QuemPor quê
As fundadoras da BússolaEstão no meio da travessia agora. É a prova viva do acompanhamento. Comece por elas.
Quem esteve nos PortaisDá volume, e prova a porta de entrada
Quem está nos encontrosA fala espontânea que já acontece ali. É só gravar e guardar

As sete perguntas

Feitas para ela contar, não para ela responder. Mande uma de cada vez, em áudio, e peça áudio de volta.

  1. Como estava a sua vida na semana em que você decidiu entrar?

    Pega o antes sem pedir "qual era a sua dor", que faz a pessoa formular bonito e falso.

  2. O que você já tinha tentado antes disso?

    Ela mesma constrói a lista do que terminou no insight e não sustentou.

  3. Teve algum momento aqui dentro em que você viu uma coisa que não tinha visto antes? Como foi?

    O acordar e o ler, com a cena dela.

  4. a que quase ninguém faz

    E o que você fez diferente depois disso, na sua vida prática?

    Aqui a prova aparece: é o mover saindo da boca dela.

  5. a mais importante

    Tem alguma coisa que você começou e conseguiu sustentar? Me conta qual foi.

    É o ancorar, e é a prova da sua tese inteira.

  6. Se uma amiga sua estivesse hoje onde você estava, o que você diria para ela?

    Sai frase pronta, na linguagem de quem a gente quer alcançar.

  7. Tem alguma coisa que eu não perguntei e que você queria dizer?

    É onde aparece o que a gente nem sabia perguntar.

Quatro coisas que estragam

Qualquer uma delas transforma prova em propaganda.

A mensagem para mandar

No privado, pelo nome dela. Pedido de equipe não tem a mesma resposta que o seu.

Oi, [nome]. Estou preparando um material novo e queria muito a sua voz nele, se você topar.

Não é para falar bem de mim. É para contar a sua história com as suas palavras, porque tem mulher lá fora exatamente onde você estava, e é a sua fala que vai fazer sentido para ela.

Vou te mandar algumas perguntinhas em áudio, uma de cada vez, e você responde em áudio também, quando der. Sem preparar, sem ensaiar. Do jeito que sair.

Pode ser?

Troque [nome] antes de enviar.

Depois que as respostas chegarem

Guarde os áudios originais, sempre. A voz dela vale mais numa peça do que a frase escrita na tela.

E peça a autorização de uso na mesma conversa, por escrito, antes de qualquer coisa ir para anúncio. Uma linha basta, e evita constrangimento depois.