Florescer com Paula Arruda
Um roteiro para colher a voz das mulheres que já atravessaram com você. Não é pesquisa de satisfação: é a matéria-prima do que a gente vai contar lá fora.
Vale a pena guardar esta parte antes de mandar a primeira pergunta.
Depoimento genérico não prova nada. "A Paula é maravilhosa, mudou a minha vida" é bonito de ler e não convence ninguém, porque toda pessoa desse mercado tem cem iguais.
O depoimento que vale é o que repete a sua promessa com as palavras dela.
E a sua promessa é que consciência não tira ninguém do buraco, direção tira. Então o ouro é a mulher que diz alguma versão de: "eu já sabia de tudo isso, o que mudou é que dessa vez eu fiz, e sustentei".
Por isso a pergunta 5 é a mais importante das sete: o depoimento mais valioso de todos é o de quem terminou alguma coisa pela primeira vez.
Começando por quem está vivendo agora, porque memória fresca vale mais que memória contada.
| Quem | Por quê |
|---|---|
| As fundadoras da Bússola | Estão no meio da travessia agora. É a prova viva do acompanhamento. Comece por elas. |
| Quem esteve nos Portais | Dá volume, e prova a porta de entrada |
| Quem está nos encontros | A fala espontânea que já acontece ali. É só gravar e guardar |
Feitas para ela contar, não para ela responder. Mande uma de cada vez, em áudio, e peça áudio de volta.
Como estava a sua vida na semana em que você decidiu entrar?
Pega o antes sem pedir "qual era a sua dor", que faz a pessoa formular bonito e falso.
O que você já tinha tentado antes disso?
Ela mesma constrói a lista do que terminou no insight e não sustentou.
Teve algum momento aqui dentro em que você viu uma coisa que não tinha visto antes? Como foi?
O acordar e o ler, com a cena dela.
E o que você fez diferente depois disso, na sua vida prática?
Aqui a prova aparece: é o mover saindo da boca dela.
Tem alguma coisa que você começou e conseguiu sustentar? Me conta qual foi.
É o ancorar, e é a prova da sua tese inteira.
Se uma amiga sua estivesse hoje onde você estava, o que você diria para ela?
Sai frase pronta, na linguagem de quem a gente quer alcançar.
Tem alguma coisa que eu não perguntei e que você queria dizer?
É onde aparece o que a gente nem sabia perguntar.
Qualquer uma delas transforma prova em propaganda.
No privado, pelo nome dela. Pedido de equipe não tem a mesma resposta que o seu.
Oi, [nome]. Estou preparando um material novo e queria muito a sua voz nele, se você topar.
Não é para falar bem de mim. É para contar a sua história com as suas palavras, porque tem mulher lá fora exatamente onde você estava, e é a sua fala que vai fazer sentido para ela.
Vou te mandar algumas perguntinhas em áudio, uma de cada vez, e você responde em áudio também, quando der. Sem preparar, sem ensaiar. Do jeito que sair.
Pode ser?
Guarde os áudios originais, sempre. A voz dela vale mais numa peça do que a frase escrita na tela.
E peça a autorização de uso na mesma conversa, por escrito, antes de qualquer coisa ir para anúncio. Uma linha basta, e evita constrangimento depois.